sexta-feira, 19 de maio de 2017

SOM DO CORAÇÃO






O coração não é um órgão e sim um ser vivo que circula dentro de nós fazendo a caminhada da vida, sendo que o seu batuque tem uma harmonia chamada AMOR e nessas várias apresentações diárias nos palcos da existência inventou uma melodia que já mais um maestro tinha regido e por um instante os membros da orquestra se deliciaram com as notas musicais fazendo o compasso original torna-se a maior expressão musical de todos os tempos. Procuraram um título para a composição, passaram horas e horas decidindo o nome da obra, tantos nomes surgiram alguns não combinavam com a bela arte, daí então surge firme e simples cujo regente da vida fala para todos: Seu nome será MÃE e que em todas os lugares ela possa ser ouvida com a ternura do coração.


LUIZ ROGEAN.

sábado, 19 de novembro de 2016

CURA






Homens e mulheres ao longo da história passaram por diversas situações em suas vidas, as quais cada um poderia escrever aqui e juntos falarmos de experiências mútuas na busca pela cura. O impacto começa quando alguém descobre que tem um membro de sua família, amigos, desconhecidos e até você mesmo com uma enfermidade, mas por que buscar a cura? Pra que buscá-la?

Imagine aquela mulher que vivera 12 anos com uma hemorragia a qual lhe flagelava dia e noite, imagine aquele cego clemente por misericórdia para ver a luz do mundo, transpassemos junto com aqueles homens que levaram um amigo em uma cama na busca de apenas sentir a suave voz do amor.  Silenciemos por um breve momento para entender como foi difícil ver o homem que queria apenas entrar na piscina quando o anjo tocasse a água, viajemos juntos com o centurião que pedira por seu amigo.

Todos ouviram falar sobre uma certa pessoa que andava por muitos lugares causando desordem na vida de muita gente e tal desordem impactava as terras, o povo, o sistema político, cultural e religioso da época, entretanto, sabiam que ali poderiam reverter suas vidas já ceifadas pelo tempo ganhando outra novíssima. Todos tinham fé! Não foram só por causa da cura, sentiam necessidade de serem ouvidos, vistos, amados, mostrar que eram seres humanos onde por muito anos foram rejeitados. A desordem impactante causava o bem.

Se você nesse momento está pedindo por alguém ou para alguém a cura, não desanime, se preciso grite no seu ser tem piedade de mim, leve a cama para transpassar os obstáculos e encontrar a voz suave, acredite que o sangue derramado pare de jorrar. No fim a intimidade é sua e de Deus ninguém pode interferir, pois sua fé pode ser que esteja pequena ou abalada, mas Deus te escuta. Se a cura não chegar, observe que relação bonita você encontrou nos braços do Pai, te acolheu do mesmo jeito que a tua família recebeu-te no teu nascimento, pode ser que nas tuas preces e de outras pessoas alguém retornou a ver a face de Jesus e foi acolhido novamente nos braços do Senhor. Ele sempre estará de prontidão nos esperando, basta falar.

Saibamos caminhar um intercedendo pelo outro, não para mostramos que temos mais fé, mas saibamos curar as fragilidades existências humanas tão despidas na sociedade, necessitando apenas de um olhar humano do bem querer.

Como diz a música: Cura Senhor onde dói, cura Senhor bem aqui, cura Senhor onde eu não posso ir.

Luiz Rogean.



quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Sorriso de uma criança




O sorriso de uma criança é uma arte milenar que produz sentimentos de pureza, bondade, amor e acima de tudo paz. Deixar se envolver por gestos de ternura nos remete a sutileza humana transformando os sentimentos mais frios em calor de colo de mãe. 

Uma criança de Aleppo na Síria tão desconhecida pelo resto do mundo, nos fez ligar o sinal de alerta sobre as fraquezas da humanidade. Aquele olhar tão distante em direção as lentes da existência, pedia ajuda não só para si, não para seus familiares que aos poucos eram  retirados do seio dos escombros, mas para tantas crianças sírias, iraquianas, paquistanesas e de outras nacionalidades que não tem direito a escola, comida, casa e além de tudo as suas próprias vidas. Imaginemos por um instante sermos essas crianças tão privadas de jogar bola, brincar de carrinhos pelas ruas, fazer vestidos para suas bonecas ou ter um leite quentinho com biscoito todas as manhãs? Duro né!

Silenciamos naquele olhar tão profundo de Aleppo, não um olhar sedutor, não um olhar de paixão, mas um olhar pedinte por paz, justiça, vida, sossego, mansidão e acima de tudo um olhar que quer voltar a ser brilhante seguido de um belo sorriso que só as crianças tem.

Enquanto estamos lendo estas poucas linhas, várias crianças refugiadas ou não, estão sendo impedidas de sorrir, viver e crescer com dignidade. 


Luiz Rogean.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

O OUVIR DE JESUS



Muitos que ouviram falar de Jesus nas suas andanças pelos caminhos de um povo sofrido, maltratado, carentes de fé, amor e principalmente de paz; tentavam buscá-lo para compreender as notícias que se espalhavam pelo deserto de um povo acorrentado através do medo.
Nas margens do mundo, especificamente nas periferias da humanidade escutar a voz que clamava era a arte que Ele fazia com uma sutileza enorme, deixar envolver pelo amor já quase abatido pelas mazelas tortuosas do tempo, assim algo novo acontecia por gestos simples ao som de palavras de renovação.
O fascinante neste ouvir de Jesus é a sua capacidade de proximidade ao fazer-se presente, oferta viva na vida de um povo já tão calejado pela soberania de estudiosos da lei, sanguessugas nos tributos, império devastador e homens que se diziam puros. Por isso o escutar de Jesus moveu a estrutura de muitos que passaram a ter uma vida nova.
E nós que dizemos ser seus seguidores estamos fazendo a ação do ouvir, sentir a necessidade de muitos que podem está nas margens das periferias humanas ou apenas estamos sendo conhecedores da palavra nos tornando como os doutores da lei, fariseus e romanos existenciais, nos preocupando se os templos estão cheios.
Disputar porJesus não é uma ação divina, é uma ação de homens que não aprenderam a compreender o ouvir das vozes que clamam ainda no deserto do mundo.

Luiz Rogean.

SILÊNCIO




No silêncio da noite onde tudo está parado, ecoa na infinita sutileza da vida o som de uma prece, mesmo antes dela existir, silenciava o mundo dando espaço às palavras simples de um coração contrito.
Longe da agitação do dia, a noite torna-se um momento propício para viver uma ação conjunta com Deus. Observando o próprio Cristo subir a montanha para ter o seu instante de fé, prece e oração, Ele deixava silenciar a sua vida para seu pai falar. Imagine o som que Ele ouvia a graça sentida, o amor da partilha na sonoridade do coração.
Em nossas orações somos pessoas pedintes, queremos tudo na rapidez, queremos o milagre, a cura, a bonança subitamente; claro é necessário falar é importante falar, entretanto, falamos usando poucas e muitas palavras sendo que ao concluir a oração nos esquecemos de deixar Deus usar a sua voz; é importante silenciar para Deus agir. Imagine por um instante essa voz que lançou o sopro da vida falando com você. Pensaram?
A montanha é à noite, temos que subi-la deixando a sinfonia de Deus fluir na nossa existência, mesmo na subida onde o cansaço toma conta de nós realizamos as nossas preces. Deus está ouvindo os nossos corações, preparando o mundo para silenciar também e assim vivenciarmos o som do amor, da partilha e da paz.

LUIZ ROGEAN

O TOQUE DO MAESTRO



Quando um certo lugar decidiu fazer uma orquestra, logo de início foi necessário a existência de músicos, e anúncios foram feitos, pessoas fazendo zum zum zum pela cidade, remetendo a notícia, de lugar em lugar, para que seus filhos e demais parentes ingressassem na orquestra. Apareceram João, Pedro, Maria, Clara, Antonio e tantos outros, cheios de dúvidas, medo, meio que quietos, para conhecer a novidade.
Nos primeiros dias, as conversas iniciais sobre teoria musical: clave de sol, mi com sétima, ré maior..., e lá estavam surgindo as dúvidas. Através da empolgação, uns pegavam tudo rapidinho, outros, precisavam de um pouco mais de atenção. Mas, um a um, do seu jeito, dedicava-se à aprendizagem.
Ao passar do tempo, após as aulas teóricas, surgiu o primeiro contato das pessoas com os instrumentos musicais. O maestro adequava cada um dos membros da orquestra aos instrumentos ofertados. Ele, o mestre, observava a maneira em que eles se envolviam e desenvolviam-se na prática, ao ministrar, ainda tão tímidos, cada instrumento adotado. Uns desafinavam, mas logo o regente corrigia cada erro; outros mantinham a execução das notas corretamente, e estes foram estimulados pelo maestro a partilhar os acertos com os menos avançados. Assim, tudo caminhava de acordo com o planejado.
Depois te tantos ensaios, correções, preocupações sobre o dia da apresentação, estímulos verdadeiros que surgiam na regência do maestro, que soube ensinar cada letra, som, ritmo,... com um carinho enorme por cada um, chega o grande dia. O primeiro show na imensidão da cidade! Pais, amigos, parentes... e muita gente parou para ver o espetáculo que, logo de início, deixou todos admirados com a beleza da música, do canto e do som que aqueles aprendizes estavam realizando. Aplausos fortes tomaram conta da noite em que pessoas especiais e únicas decidiram tornarem-se verdadeiramente estudantes, e ao mesmo tempo, maestros da própria vida!
🎼🎧
Luiz Rogean.

NAVEGANTE


Pai palavra tão pequena que ao falar nos lábios provoca uma eclosão bi labial, transformando-a em um som tão gostoso de ouvir e maravilhoso de se expressar.
Homens de tantos povos, lugares e tempos carregam consigo a missão que lhes foi dada por Deus para serem navegantes no mar chamado família, mar esse tão imenso, cheio de mistérios, cujos navegantes têm que tomar muito cuidado com as variações dos tempos para não naufragarem ou colidirem com os ice-bergers da vida.
O oceano também pode ser calmo dando possibilidades aos seus marinheiros de tirar o sustendo do lar, visto que a experiência foi transmitida pela ação repassada por outros membros da família. Como seria bom que todos os barcos fossem conduzidos de forma harmoniosa, mesmo na mais terrível tempestade, pois os navegantes necessitam do trabalho em equipe quando a água invade as dependências do lar.
Pais, uns meios que dispersos, outros deixaram se levar por ventos fortes do viver e assim tomaram rumos diferentes, penso que podem ser encontrados na ilha da misericórdia. Pais que foram levar os seus barcos para o maior dos capitães chamado Deus, pois era necessário e é necessário voltar para a terra da ressurreição e da paz.
Queridos pais, as águas podem ser profundas e nessa profundidade chamada amor nos deliciamos com a essência de saber que Deus apenas te usa para conhecermos a ternura existencial da sua presença. Hoje não é apenas um dia normal do calendário que devemos viver, mas é o dia de alguém que através do amor também nos ajudou a ser vida, o hoje se chama PAI.
Feliz dia dos pais.
Luiz Rogean.