sexta-feira, 25 de março de 2016

SEXTA



SEXTA

Sexta de uma infinita razão anunciada pelos profetas enraizada na certeza da partilha de um caminhar firme que segue em passos lentos rumo a direção desse amor verdadeiro, amor este tão suave, parece que veio ajudar o caminheiro a aliviar as dores das chicotadas, dos insultos dos poderosos e da ganância de um grupo tomado pelo ódio.

Sexta dos enfermos, paralíticos, cegos, famintos, da multiplicação dos pães, do lava pés, da samaritana, de Madalena, Verônica, João Batista, de Lázaro, de Maria e José, dos apóstolos e do mundo. Por todos esses aprendizes essa Paixão se tornou símbolo de martírio, entrega viva de uma vida simples que através de poucas palavras cativava os que estavam à beira da margem existencial.

Sexta dos sem tetos, desempregados, humilhados, drogados, dos que lutam por justiça, paz, dos que atravessam o mar da Grécia para um destino incerto na Europa, dos índios expulsos de suas terras, das crianças de rua, da seca que devasta o sertão, de Mariana mineira que luta pela vida do seu povo e de seu rio e por todos nós pecadores.

Sexta do esquecimento de muitos onde o silencio deveria prevalecer, no qual é transformado em momento de lazer, banquetes e bebedeiras, será que fazendo esse tipo de ação viramos nossas costas como fizeram os fariseus, doutores da lei, o povo que gritava Hosana ao Filho de Davi que mais adiante disseram crucifica-o.


Sexta do maior amor da terra que nunca foi mensurado que transpassa a eternidade de uma partilha transformada em serviço pelo bem da humanidade, pelo desejo único de salvar os pequeninos e nos mostrar a verdadeira essência do viver. Tudo passa pela cruz, a morte foi vencida e a vida anunciada que só tem um nome JESUS.

Luiz Rogean.

terça-feira, 8 de março de 2016

MULHER


                                                                       Mulher


Esperança, palavra tão feminina, porém trás consigo tantas realidades vivenciadas por sonhos, desejos, planos e também medos. Lembro agora de tantas mulheres que foram tomadas por uma força explosiva gerada dentro da alma para sustentar os seus, penso nas mulheres de países tão radicais no seu tratamento abusivo, machista e sem sabor humano.
Humana traficada para nutrir prazeres desumanos, se perde dentro do comércio obscuro do medo, do desfreado chicote da insensatez do mundo. Hoje me lembro das meninas das esquinas vítimas do poder capital, do analfabetismo, do choro, da falta de emprego e de políticas públicas.
Lembrar, outra palavra feminina que sempre anda juntinha com sua amiga história, parece que as duas sabem o que a outra quer; e nesse querer geraram-se tantas conquistas, tantas vitórias e tantas lutas. Verdade que muito sangue foi derramado, muitas lágrimas correram rumo ao triunfo vencido coletivamente ou as vezes solitário, no entanto penso que nenhuma mulher deixou de pensar nos seus e nos outros, observo uma coragem nelas quando a esperança tende a se perder, pois a fé é motivo de caminhar novos passos.
Esperança, palavra mais que feminina, podendo ser traduzida pela palavra mulher de qualquer parte do mundo, de qualquer tipo de vida, de qualquer situação existencial, de falhas, de acertos, de todo humanismo que as envolvem e das maravilhas realizadas pela divindade.
Obra desenhada numa tela chamada mundo, pensada, rabiscada na aquarela de mãos suaves numa delicadeza imensa vinda da inspiração do coração de Deus. Desejo as mulheres vida longa, pois os seios que nos amamentou são santos, o ventre que nos gerou é santo e a vida que nos fez também é santa. DEUS ABENÇOE A TODAS AS MULHERES.

Rogean.