quarta-feira, 24 de agosto de 2016

O TOQUE DO MAESTRO



Quando um certo lugar decidiu fazer uma orquestra, logo de início foi necessário a existência de músicos, e anúncios foram feitos, pessoas fazendo zum zum zum pela cidade, remetendo a notícia, de lugar em lugar, para que seus filhos e demais parentes ingressassem na orquestra. Apareceram João, Pedro, Maria, Clara, Antonio e tantos outros, cheios de dúvidas, medo, meio que quietos, para conhecer a novidade.
Nos primeiros dias, as conversas iniciais sobre teoria musical: clave de sol, mi com sétima, ré maior..., e lá estavam surgindo as dúvidas. Através da empolgação, uns pegavam tudo rapidinho, outros, precisavam de um pouco mais de atenção. Mas, um a um, do seu jeito, dedicava-se à aprendizagem.
Ao passar do tempo, após as aulas teóricas, surgiu o primeiro contato das pessoas com os instrumentos musicais. O maestro adequava cada um dos membros da orquestra aos instrumentos ofertados. Ele, o mestre, observava a maneira em que eles se envolviam e desenvolviam-se na prática, ao ministrar, ainda tão tímidos, cada instrumento adotado. Uns desafinavam, mas logo o regente corrigia cada erro; outros mantinham a execução das notas corretamente, e estes foram estimulados pelo maestro a partilhar os acertos com os menos avançados. Assim, tudo caminhava de acordo com o planejado.
Depois te tantos ensaios, correções, preocupações sobre o dia da apresentação, estímulos verdadeiros que surgiam na regência do maestro, que soube ensinar cada letra, som, ritmo,... com um carinho enorme por cada um, chega o grande dia. O primeiro show na imensidão da cidade! Pais, amigos, parentes... e muita gente parou para ver o espetáculo que, logo de início, deixou todos admirados com a beleza da música, do canto e do som que aqueles aprendizes estavam realizando. Aplausos fortes tomaram conta da noite em que pessoas especiais e únicas decidiram tornarem-se verdadeiramente estudantes, e ao mesmo tempo, maestros da própria vida!
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Luiz Rogean.

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