Mariana de Minas do mundo e da vida, imagino que seja um lugar tranquilo onde as pessoas se conheçam pelo nome, onde sua rotina deve ser a mesma das várias cidades do interior do Brasil, penso que aos domingos ao badalar dos sinos as pessoas já iniciam sua peregrinação até a igreja e renovam a fé que lhes impulsionam na caminhada dos dias que se passam.
Nunca ouvi falar de Mariana até que a tv anunciasse sua tragédia natural, rompendo a história de muitos, dilacerando os corações mineiros no ruído das águas barrentas devastadoras de sonhos, projetos e vidas. Rompeu-se o dilúvio não esperado, flagelando homens, mulheres, crianças e tudo que podia levar. Correr para se abrigar esta seria a maneira mais fácil para aqueles que não poderam nem se quer gritar por ajuda e nem se agarrar aos troncos das árvores, pois a força da natureza foi maior que tudo e todos.
Será que existia uma fiscalização correta nas barragens rompidas? Será que as mesmas não eram para estar geograficamente depois de Mariana? Não sei! Apenas encontro no serpentear do rio uma resposta não concreta de sua sustentabilidade, de sua partilha para os ribeirinhos que ali vivem. Penso nos vários olhares de gente que não acreditavam na morte das águas, dos peixes e dos sonhos submersos pelos dejetos da irresponsabilidade humana.
Maria sofreu tanto quando viu seu filho ser humilhado, espancado e morto em uma cruz, Mariana viu seus filhos sofrendo a mesma dor e carregando a mesma cruz, porém Ana educou sua filha Maria na fé para que ela pudesse caminhar com firmeza e segurança. O que esperamos e desejamos é que a fé seja o pulsar para um recomeço de uma nova vida de vidas mineiras tão nossas, pois somos um só povo um só Brasil.
Mariana eu te conheço por tua coragem de levantar-se.
Luiz Rogean
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