quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

O subir das montanhas



Maria de meus dias no caminhar até Isabel sendo oferenda viva na arquitetura da humanidade, solidificada na profundidade da vida ao subir das montanhas não para ser grande e sim para servir. Irradiada pela força do amor original, preparada como a mais tocante das poesias, cifrada em canções angelicais e implacável nas palavras de quem conhece a tua missão.

Quisera Deus te olhar na essência da existência oferecendo-te um lugar na história de séculos passados e de séculos futuros, para muitos um ventre de aluguel, para outros tantos um projeto de Deus; planejado com um som tão suave e impactante como as explosões que acontecem no sol. Flecha que aponta na direção do Teu filho, silencio diante das dores que transpassaram a tua bela vida, rocha da fé em Deus sendo nossa voz nas conversas com Jesus.

Maria dos povos sofridos, do choro da madrugada da fome, das dores nos hospitais e em variados lugares, consolo humano corrido nos tempos de lutas, nas ruas presença dos desamparados. Como posso imitar-te para compreender os sofrimentos do mundo e qual será minha contribuição para a vida de tantos? Lembrei! Subir as montanhas da realidade e servir como fez com tua prima.

Tivestes o privilégio de aprender com Jesus a pluralidade das boas aventuranças, por isso que não o abandonou na cruz, por isso reergueu os apóstolos quando eles sentiam medo, por isso ressuscitou também ao terceiro dia e por isso estava no cenáculo com seus amigos recebendo a unção do Espírito Santo. Tenho certeza que Jesus aprendeu muito com você, pois é um exemplo de filho, fico imaginando-te preparando o alimento, lavando suas roupas, as conversas do dia a dia, educar e ser educada não só na fé, mas também no amor.

Maria de meus dias, compreendo a tua parcela para chegar ao caminho Jesus, nunca será maior que ele, isso não podes ser, porém é um instrumento belo que em Caná intercede com simplicidade, fé e amor. Maria do advento, esperamos contigo teu filho, com todas as nossas, falhas, fraquezas e enganos, mas esperamos também cheios de fé, alegria, esperança e confiança de sermos autores da paz. 

Luiz Rogean.

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